Ora então dou início àquilo que virá a ser a crónica deste passeio que contou com dois novos elementos:
O Blist e o André Lino
Este foi um passeio que teve início em Lisboa e ao qual se juntaram o Jack, Sónia, Carlos, Sandra e os dois "terroristas" mais novos (Leonor e Cristiano) já em Alcácer do Sal.
Durante a manhã rumámos a Serpa onde faríamos a primeira paragem paragem para café em Serpa.
Dali seguimos em direcção à barragem das Minas de São Domingos, tendo havido tempo para mais uma paragem para apreciar a belíssima paisagem que nos rodeava.





Dali tentámos seguir em direcção ao Pomarão, mas o meu GPS decidiu não colaborar, pois o percurso através do qual eu tinha previsto levar o restante pessoal não constava no GPS (ou eu não vi bem a coisa). Trata-se de um percurso que acompanha a antiga linha férrea e que atravessa as oficinas das Minas. Ainda me meti por uns caminhos menos próprios e aí, pela primeira vez a C-Max ficou mal vista, pois aquele não era efectivamente o seu terreno.








Em alternativa, seguimos por alcatrão até ao lugar de Montes Altos, seguindo daí, sempre por um belíssimo estradão até Santana de Cambas, que por sua vez permitiria passagem já por alcatrão até ao Pomarão, onde pudemos desfrutar da paisagem sobre o Guadiana, bem pertinho da fronteira com Espanha.












Entretanto estávamos já em cima da hora de almoço e era tempo de rumar a Mértola, onde nos alambazámos com um belo repasto.
Até lá chegar tivemos ainda oportunidade de curtir umas curvas.



Este nunca me enganou

Já depois do almoço e após abastecer as montadas, decidi puxar a Strom um pouco à frente para facilitar o abastecimento das restantes motas. Ao pousar a mota no descanso, esqueci-me do pormenor que o descanso não estava lá.
Quem acabou por servir de descanso para a Strom foi a minha perna, tendo-me valido ter levado as botas, pois ainda sinto uma moinha na canela e estou convencido que a coisa teria corrido bem pior, caso não tivesse as botas calçadas.
Valeram-me também os sempre prestáveis companheiros de viagem para tirar aqueles 200 e alguns Kilos de cima de mim, pois mais uma vez ficou provado que a lei do mais pesado existe mesmo!
Dali seguimos então para o Monte do Alhinho, não sem antes atestar uma geleira de sumos de cevada, pois o calor apertava em força e havia que nos re-hidratar.
A tarde acabou por ser passada com o rabo de molho na piscina, tendo havido ainda tempo para antes do jantar levar a Mértola, aqueles que ainda não conheciam esta Vila que me fascina a cada vez que por lá passo.

Era então tempo de percorrer as ruelas da parte velha de Mértola.

De repente, num dos cruzamentos daquele labirinto, surge mais uma mota. Era o Carlos que pensava eu estar a dormir e por isso acabou por não ir connosco logo de início.

Regressámos então ao Monte para levar o resto dos companheiros a jantar.
O local do jantar (Restaurante Café Alentejo), foi uma segunda escolha, já que a primeira opção estava encerrado para férias.
A comida era formidável, mas só com um tipo, de seu “nome” Cigano a atender, e tendo em conta que a casa estava cheia, a coisa não foi fácil, acabando por demorar mais que o previsto. Mas afinal de contas, estamos no Alentejo, onde tudo se faz a outro ritmo.


Já na manhã de Domingo, à mesa de pequenos almoços:


Tempo de lavagens:



Saímos então do Monte do Alhinho em direcção a Sul. O café expresso foi tomado em Mértola, seguindo dali para Alcoutim, onde daí em diante teríamos o Guadiana como companhia. A Ana Maria decidiu ir de carro, opção que mais tarde se veio a revelar a menos acertada.
Ao chegar à Foz de Odeleite, andámos um pouco “para trás”, de forma a podermos apanhar a Estrada Nacional 124, que foi sempre feita nas calmas até à localidade de Barrada - não, não sou eu – onde parámos para beber umas águas, pois o calor fazia-se sentir em força.
Daqui para a frente as coisas começaram a animar, pois a estrada era daquelas que não gostamos mesmo, mesmo nadinha.
Só para terem uma pequena noção, as duas Stroms brancas, levaram o Trailwing traseiro ao limite. Esta é sem dúvida uma estrada viciante. Tão viciante ao ponto da Ana Maria começar a ficar pálida e ter forçado a Sónia a uma paragem “de emergência”.
Poucos minutos depois chegavamos então ao Restaurante Casa dos Presuntos, que mais uma vez me deixou muito satisfeito. Embora a refeição não tenha sido “económica”, penso que não deixou ninguém passar fome.
Depois de almoço, e para ajudar à digestão, seguimos pela Serra do Caldeirão até Almodôvar. Aqui o ritmo teve que ser um pouco mais moderado, pois trazia uma “enjoada” à pendura, não havendo margem para grandes solavancos.
Parámos então em Almodôvar para um ultimo abastecimento e despedidas, pois havia quem estivesse com os minutos contados para chegar a casa.
Espero sinceramente que os “novatos” tenham gostado da experiência e do antro de malucos ao qual se vieram juntar para este passeio.
Aos restantes, os meus agradecimentos por mais um fim de semana em grande!