Excelente passeata entre bons amigos... Boa companhia, dia excelente, estradas fantásticas e gastronomia a condizer.
O amigo Rui tinha-me dado um toque que no próximo fim-de-semana estava capaz de ir contribuir para imposto sobre combustíveis, e eu é claro, predispus-me logo.
Com o aproximar de sexta, foi me dizendo que a volta poderia ser no sábado, lá para os lados de Estremoz.
Já de véspera fiquei a saber, que o objectivo seria antes os pastéis de Tentúgal... Na verdade, era-me indiferente, nem que fosse para a China, lá ia eu.
Depois da última volta bem molhada estava mesmo era com vontade de aproveitar um belo dia de Sol.
De modo que lá estava eu de manhãzinha no ponto de encontro, onde também já se encontrava o Marco com o seu magnífico ferro.
Ainda não tinha tido oportunidade da ver ao vivo. Não tendo genes "gringos" é uma verdadeira peça de museu, que conjuga na perfeição a tecnologia moderna com o saudoso look das míticas Indian.
O pormenor do guarda-lamas dianteiro que cobre generosamente a roda, as malas esguias pintadas à cor em estilo pré-guerra. A roda alta e gorda. A predominância da cor, em vez dos cromados.
E o striping de uma ponta à outra (ok, em autocolante, mas é um pormenor que está lá), são detalhes que distinguem esta chopper das "outras".
Isto tudo, aliado ao melhor que os japoneses conseguem fazer, distribuição por árvore de cames à cabeça e um conjunto de amortecedores capazes, tornam esta máquina, apaixonante mas racional.

Depois de dois dedos de conversa, seguimos pela A1 em ritmo tranquilo, saindo em Torres Novas.
A partir daí, foram uma série estradas fantásticas até Coimbra. A primeira paragem fez-se em Dornes, um local de vistas sobre o Zêzere sempre bonitas.
Bonito mas ainda fresco aquela hora do dia, e o pessoal batia o dente.



A máquina mai linda!

As três da vida airada.

Zêzere.




Saindo de Dornes, rumando a Norte, continuava a desfilar à nossa frente umas estradinhas pela serra de qualidade extrema.
Durante um abastecimento, lembrei-me de colocar a câmara na Drifter do Marco. Ficou presa em cima do manómetro, com a ventosa.


Já pude ver os videos, e o ângulo é bastante bom. Apanha um pouco do guiador, e pela primeira vez, consegui me ver no meu próprio filme!
A estrada continuava boa, não só pelo traçado, mas pela paisagem, que nesta altura de Outono assume umas cores amenas e únicas.
No caminho, volta não volta, tínhamos literalmente de rolar sobre as castanhas caídas na estrada... Está na altura.
O Rui que seguia à frente, por pouco não foi abalroado por duas corças enormes que atravessaram a estrada a galope...
Eu ainda consegui ver uma a escapar... Provavelmente estariam em pânico pelo estouros da Kawa... Aliás, viciantes.
Mais uma paragem na represa da Louçainha, onde por lá se encontra um complexo de piscinas naturais. Local muito bonito.




No regresso à estrada, o TomTom resolveu inventar, e meteu-nos por uma estada de terra...
O Marco, não se negou ao trabalho e seguiu à minha frente... Às tantas a coisa ficou mais exigente, e depois de espreitar o caminho a pé
achámos que o "atalho" não valeria a pena... Aquilo, nem para as Strom era confortável, quanto mais para a Drifter. Mas não me admirava
que o "Travolta" a levasse até lá acima sem espinhas... É que com as unhas certas, o tipo de mota é só um detalhe.

Mais estrada boa, cheia de curvas e cenários bonitos a acompanhar... Que chatice

Eu que vinha atrás da Drifter, ia ouvindo as gasadasr, que são desconcertantes... Aquilo vicia

Sei dizer que vi o Marco fazer aquelas curvas todas para cima e para baixo, com à vontade e facilidade extrema... Tenho tudo em vídeo para
quem quiser confirmar!
Finalmente chegávamos a Coimbra por volta das 14h. Já estava na hora, pelo que deixámos a visita para depois do almoço, que seria no Dona Elvira.
A fome era muita, mas as doses também... O Marco mandou-se ao cabrito (abundante naquela zona) e eu e o Rui seguimos para a vitela com molho de alho.
Tudo muito bom e em quantidade suficiente para nos deixar fartos.
De barriga cheia, nada melhor que parar na zona histórica e caminhar um bocado.








Regresso às burras, e siga para os pastéis.
E chegávamos a Tentúgal, a Pousadinha, a pastelaria onde a variedade de doces abundam, difícil é escolher.

Com as tops recheadas, seguimos para a Figueira.
No caminho, tinha pensado num desvio ao IC, que passaria por uma passagem pela ilha da Ereira e depois ladear o Mondego até à Foz.
A Ereira, demos com ela, mas a estrada junto ao Mondego é que nos escapou... Só mesmo depois de fazer um troço de terra (novamente
a Drifter em grande) é que apanhámos o final da dita estrada. Ainda andámos uns metros lado-a-lado com o rio, mas soube a pouco.
Da Figueira, seguimos junto à Costa, fazendo o circuito das praias, já com o dia a cair...
E se o Marco achava que a Kawa não iria sujar mais as rodas, enganou-se. Aqueles acessos estão num grande reboliço, aquilo é uma mistura
de alcatrão fresco, estradão esburacado e cascalho... Mas lá se fez, e já com a noite posta chegávamos à Nazaré.
Daí o regresso seria feito pela A8. O Marco informou-nos que faria uma paragem ainda, para esticar as pernas, eu ainda pensei fazer-lhe companhia
mas o adiantado da hora fez-me seguir com o Rui.
À saída da A8 para a CREL, um estupor numa Sharam quase se atravessou à frente do Rui, por ter falhado a saída... Felizmente foi só um susto.
Um dia fantástico, com uma luminosidade fabulosa que enaltece ainda mais as cores de Outono dos belos caminhos que fizemos pela Serra.
Um percurso muito agradável, pela batuta do mestre Barradas.
A possibilidade de voltar a andar com o "Travolta", que já não acontecia desde Junho.
Tudo é que preciso para recargar as baterias e fazer frente à próxima semana.
Cumps!
ps: André, tenho quase a certeza que cruzei contigo junto ao semáforo da igreja de S.Domingos de Rana pelas 20h30... Um tipo alto, numa Strom Branca de capacete branco na zona... só pode...
